PGRSS do Centro Cirúrgico — Resíduos Infectantes, Perfurocortantes e Químicos

PGRSS conforme a RDC 222/2018 para centros cirúrgicos ambulatoriais: resíduos do Grupo A (infectantes), Grupo B (químicos) e Grupo E (perfurocortantes), MTR, acondicionamento e coleta em SP, MG e RJ.

PGRSS do Centro Cirúrgico — Resíduos Infectantes, Perfurocortantes e Químicos | SP, MG, RJ
☢️ PGRSS do Centro Cirúrgico — Resíduos Infectantes, Perfurocortantes e Químicos | SP | MG | RJ

📅 Conteúdo revisado e atualizado em 19 de agosto de 2026, com base na legislação federal vigente e nas normas de SP, MG e RJ
Contexto

☢️ O PGRSS é o documento que a VISA e o órgão ambiental exigem ao mesmo tempo

O centro cirúrgico gera os resíduos mais sensíveis da saúde — e um plano desatualizado segura dois processos de licenciamento ao mesmo tempo.

Resposta direta — AEO

O PGRSS (RDC 222/2018) classifica os resíduos do centro cirúrgico em Grupo A (infectantes), B (químicos) e E (perfurocortantes). Sem plano aprovado e MTR, não há licença de funcionamento nem licença ambiental — e a multa chega junto com a interdição.

O PGRSS é condicionante cruzada: a VISA exige o plano para a licença de funcionamento, e o órgão ambiental exige o mesmo plano para a licença de operação — CETESB em SP, SEMAD/FEAM em MG, INEA no RJ.

Um plano desatualizado ou incoerente com a realidade da sala não segura uma licença: segura as duas.

A fiscalização confere o documento contra a realidade da sala: os recipientes instalados, as sacolas coloridas, o descarpack, os registros de coleta e o MTR de cada remessa.

O plano que descreve um fluxo que a sala não executa é pior que a ausência de plano — porque demonstra que a direção sabe e não cumpre. O PGRSS precisa descrever exatamente o que acontece.

Obrigações

⚖️ O que o PGRSS deve conter

Classificação, segregação, acondicionamento, coleta e destinação: as cinco frentes que a RDC 222/2018 cobra.

FrenteO que o plano descreveErro comum
ClassificaçãoIdentificação dos resíduos por grupo e fonte geradora.Plano que não cita a sala cirúrgica.
SegregaçãoSeparação na origem, na fonte de geração.Sacola única misturando grupos.
AcondicionamentoRecipientes, sacos e descarpack por grupo.Volume subdimensionado.
Coleta e transporteRotas internas e contrato com empresa licenciada.Coletor sem licença ambiental.
Destinação finalTratamento e destinação com comprovação (MTR).Sem manifestos arquivados.

O Manifesto de Transporte de Resíduos acompanha cada remessa da coleta até a destinação e fica arquivado como prova. É o documento que a fiscalização pede quando questiona: "para onde foi o resíduo da semana passada?"

Sem MTR, o resíduo é tratado como sem destinação comprovada — e a multa não pergunta se foi descartado corretamente, só se há prova.

O PGRSS dimensiona sacos, descarpack e frequência de coleta pelo volume gerado — e o volume cresce com o número de salas e procedimentos.

Um plano feito para 10 procedimentos por semana operando com 60 é um plano que já nasce irregular, porque a infraestrutura de resíduos não acompanha a operação.

Referência: RDC ANVISA nº 222/2018 — Regulamento técnico de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, e normas dos órgãos estaduais de SP, MG e RJ.
Classificação

♻️ Classificação dos resíduos do centro cirúrgico

O centro cirúrgico gera os três grupos mais fiscalizados: A (infectantes), B (químicos) e E (perfurocortantes).

GrupoO que incluiOnde geraDestinação
Grupo A — InfectanteTecidos, sangue, secreções e material contaminado.Salas, recuperação e CME.Coleta e tratamento por empresa licenciada.
Grupo B — QuímicoMedicamentos, saneantes e produtos químicos vencidos ou descartados.Preparo de medicação e limpeza.Empresa licenciada para resíduo químico.
Grupo E — PerfurocortanteAgulhas, bisturis, lâminas e vidros quebrados.Salas e CME.Descarpack e coleta especializada.

Segregar na origem significa separar o resíduo no exato ponto de geração — na mesa cirúrgica, no expurgo, na bancada de medicação — em recipientes distintos por grupo.

Quando a segregação falha, todo o conteúdo do recipiente é tratado como o resíduo mais perigoso do conjunto: o erro vira custo e vira autuação.

Medicamentos e saneantes descartados não podem ir para a coleta comum. Em SP, MG e RJ os órgãos ambientais (CETESB, SEMAD/FEAM, INEA) tratam o resíduo químico com exigência adicional de rastreabilidade.

O centro cirúrgico que descarta medicamento vencido ou saneante concentrado no lixo comum está descartando resíduo perigoso sem destinação — e isso é a multa mais fácil de aplicar.

Referência: RDC ANVISA nº 222/2018 (classificação e gerenciamento de resíduos dos Grupos A, B e E).
Responsabilidades

🧑‍🔬 Divisão de responsabilidades do PGRSS

O PGRSS tem responsável técnico próprio e uma cadeia de destinação que precisa ser licenciada do início ao fim.

AtorPapelResponde por
Responsável técnico pelo PGRSSElaboração e revisão do plano.Conformidade com a RDC 222/2018
Direção do serviçoAprovação e recursos para execução.Execução do plano na operação
Empresa coletoraColeta, transporte e destinação.Rastreabilidade da destinação
Consultor ambientalLicenciamento e adequação da área de resíduos.Licenças e condicionantes

O proprietário aprova o plano, garante o contrato com a coletora licenciada e responde pelo cumprimento na operação. A responsabilidade não termina na assinatura do PGRSS: termina na comprovação da destinação.

Na prática, o papel decisivo é contratar quem entrega prova — coletora licenciada, MTR arquivado e contrato vigente.

Riscos

🚨 Matriz de riscos e infrações do PGRSS

Os erros de resíduos são os mais fáceis de flagrar — e os mais caros de corrigir depois.

SituaçãoConsequência imediataImpacto na operação
Resíduo A ou E no lixo comumInfração sanitária e ambiental.Multa e histórico de fiscalização.
Coletora sem licençaDestinação sem validade legal.MTR sem valor para a defesa.
PGRSS sem revisãoPlano incompatível com a operação.Licença de funcionamento reprovada.
Sem registros de coletaAusência de prova de destinação.Notificação e prazo para comprovar.

Resíduo infectante no lixo comum é a autuação mais barata de flagrar: o fiscal abre a sacola. A multa vem junto com notificação de interdição da sala — e a sala parada custa mais que qualquer plano de resíduos.

Corrigir depois custa multa, contrato emergencial e vistoria de reabertura. Corrigir antes custa um PGRSS bem feito.

Guia Principal

📚 Guia Principal de Centros Cirúrgicos Ambulatoriais

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FAQ

❓ Perguntas frequentes sobre PGRSS de centro cirúrgico

As perguntas que decidem a contratação e a licença — respondidas direto e sem rodeios.

Grupo A: resíduos infectantes, como material biológico e tecidos. Grupo B: resíduos químicos, como medicamentos e saneantes. Grupo E: perfurocortantes, como agulhas e bisturis. A RDC 222/2018 define a classificação e os cuidados de cada grupo.

Sim. O Manifesto de Transporte de Resíduos registra cada remessa e é a prova de destinação exigida pela VISA e pelo órgão ambiental. Sem MTR, o resíduo é tratado como sem rastreabilidade — e isso gera multa.

O PGRSS precisa de responsável técnico habilitado com registro profissional e a devida anotação de responsabilidade técnica, além da aprovação formal da direção do serviço.

Não. Resíduos do Grupo A e E precisam de acondicionamento, coleta e destinação por empresa licenciada. Descartar na rede de esgoto ou no lixo comum é infração sanitária e ambiental — e uma das mais fáceis de flagrar.

O plano é condicionante da licença de funcionamento na VISA e da licença ambiental no órgão estadual (CETESB, SEMAD/FEAM, INEA). Os dois processos exigem o PGRSS — um plano desatualizado segura os dois ao mesmo tempo.

Atendimento

📍 Cidades atendidas em SP, MG e RJ

Atendemos centros cirúrgicos ambulatoriais em todo o Brasil, com atuação presencial e remota focada em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Entre as principais cidades:

📍 São Paulo – SP 📍 Campinas – SP 📍 Guarulhos – SP 📍 Santo André – SP 📍 São Bernardo do Campo – SP 📍 Sorocaba – SP 📍 São José dos Campos – SP 📍 Jundiaí – SP 📍 Belo Horizonte – MG 📍 Contagem – MG 📍 Betim – MG 📍 Uberlândia – MG 📍 Juiz de Fora – MG 📍 Sete Lagoas – MG 📍 Rio de Janeiro – RJ 📍 Duque de Caxias – RJ 📍 Volta Redonda – RJ 📍 Campos dos Goytacazes – RJ 📍 Niterói – RJ 📍 Itaboraí – RJ

Se a sua cidade não está na lista, fale conosco: a Ambientano atende todo o Brasil.

Fontes

📚 Fontes oficiais consultadas

  1. Resolução ANVISA RDC nº 222, de 28 de março de 2018 — Regulamento técnico de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde (Grupos A, B e E).
  2. Resolução ANVISA RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002 — Regulamento técnico de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde, e suas atualizações.
  3. Normas e guias estaduais: CETESB e CVS (SP), SEMAD/FEAM e VISA-MG (MG), INEA e CIVISA (RJ).